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PONTE

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G.R.E.S.UNIDOS DA

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FICHA TÉCNICA

Presidente: Rosemberg Azevedo
Fundação: 03 de Novembro de 1952
Títulos: -
Cores: Azul e Branco
Carnavalescos: Rodrigo Marques e Guilherme Diniz
Diretores de Carnaval: Mauro Tito, João e Sidinho
Diretor de Harmonia: Marcelo Chaves
Intérprete: Leonardo Bessa
Comissão de Frente: Alessandra Oliveira
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Emanuel Lima e Thainara Matias
Mestre de Bateria: Darllan Nascimento
Rainha de Bateria:

ENREDO

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"Antropoceno"

SINOPSE

Tendendém- O axé do Epô Pupá

(Tendendém é um neologisto onomatopaico a partir da contração de“tem dendém”, dendê em Bantu e o som emitido pelo berimbau)

 

Prelúdio:

Entre atabaques e berimbaus, o som, a vibração, corpos em movimentos, o vento. Nas cantigas de terreiro, nos gestos... tudo sublima, tudo evolui. Ele está sempre por perto sob as formas mais distintas: na faísca do encontro dos facões, na saliva do preto que dança e luta, no vulto que passa pela bruma.

Laroyê Exu! Sua divindade é o rei do epô, o rei do dendê! Peço seu agô e que leve essa mensagem de axé do orum para o ayê.

Sinopse

 

Vento que dança, que carrega e envolve. Vento que venta, ventania que bagunça, movimenta, organiza na desordem da transposição dos elementos. Vento do espectro-mulher-búfalo, dona do seu tempo, deusa das tempestades rainha do dendê que entre bambuzais em sinergia balança seu eruexim e seu mariwó conduzindo ao orum aqueles que já se foram. É ela que sopra o vento que espalha a minha semente: nasci, floresci e dei frutos.

 

Eu sou o dendê, cria de igi ôpê, árvore sagrada, símbolo de um povo, raiz de um legado. Sou a fagulha do ajerê, sou a vida que fortalece. Eu aqueço, energizo, estimulo. Eu esfrio, apaziguo. Sou o equilíbrio e o destino de ifá. O que para um vitaliza, para o outro dispersa.

 

Dispersa, leva, transborda. Na diáspora fui alimento para os meus irmãos de alma, me liquefiz em saliva e suor dessa gente preta que de mim fez seu receptáculo. Atravessei o Atlântico guiado pelos ventos, fazendo da mistura até então impossível em que omi oyó e epô pupá não se separariam mais.

 

Cheguei em novos torrões e renasci, refloresci dei frutos novamente, me tornando fonte de riquezas para os de pele branca e fundamento para o meu povo. Fiz girar moendas, socar pilões, arar solos, sustentar economias que pelas mãos besuntadas com meu óleo conquistaram a alforria. De fé inabalável fui oferecido aos orixás, santos, inkisses, voduns. Cantaram, fizeram música, dançaram, lundu, jogaram capoeira.

Vento que sopra no ouvido do preto, que estimula a fé, leva cultura, dança e axé.

 

O tempo passa, eu enraízo. Represento o povo daquela Bahia em que cheguei, o povo do dendê!

Estou por todos os lados desde o Pelourinho à feira de São Joaquim, onde sou produzido e vendido pelos herdeiros daqueles que me levaram em sua saliva e suor. Estou no tabuleiro da baiana, nas mãos dos mascates, no fuá da feira, no som do berimbau, nas cantigas do baiano, “no feitiço dela, na cor de canela, tem dendê”!

 

Tem axé em São João de Meriti! Trazido pelos ventos cheguei na Unidos da Ponte que há quarenta anos vem trazendo oferendas em louvor aos orixás! Tem baiana servindo acarajé na Praça da Matriz. Sem dendê não tem candomblé: sou o mariwó da porteira, estico o couro dos atabaques, tempero as comidas de santo. A Ponte esquece o banzo pois é hora de oferecer! Tem amalá pra Xangô lá na pedreira, tem caruru pros erês, tem brincadeira! Tem comida, tem mandinga, tem resistência, tem axé!

 

Você pode não me conhecer por estes nomes: eu sou a palmeira-de- óleo-africana, aabora, aavora, palma-de-guiné, dendém, palmeira-de-dendê, mas o meu sabor você não esquece, o que importa é que eu esquento e que meu gosto vai te seduzir porque eu sou do azeite, eu sou o Dendê!

 

Axé! O Samba pisa forte no terreiro. É mistério, é magia. É mandingueiro!

Carnavalesco: Renato Esteves

Autor do Enredo e da Sinopse: Renato Esteves

Colaboradores do Enredo e da Pesquisa: Alexander Brivio e Marcelo Machado

Edição e revisão textual: Jefferson Brunner

Contribuição de arte na logo: Guilherme Kid

SAMBA-ENREDO

Compositores: Júnior Fionda, Tem-Tem Jr, Carlos Kind, Léo Freire, Vitor Hugo, Léo Berê, Marcelinho Santos, Jefferson Oliveira, Alexandre Araújo e Valtinho Botafogo
Intérprete: Kleber Simpatia

EPÔ PUPÁ!
DERRAMA NO CANDEAL
O AXÉ DO BAMBUZAL
AFEFÉ DE ERUEXIM…
IGI OPÊ – A FAÍSCA DO AYÊ,
DÁ CAMINHO NO PADÊ
REVELADO NOS IKINS!
NEGRUME:
AJERÉ DE MANDINGUEIRO,
O SUOR DO MOENDEIRO,
A BRAVURA DO PILÃO!
É LUME… ALFORRIA BESUNTADA,
NA BAHIA CARREGADA
DE TEMPERO E LOUVAÇÃO!

Ê CAPOEIRA, Ê MEU OGUM!
SOU O PONTO DOBRADO NO RUM,
BERIMBAU E AGOGÔ.
SARAVÁ TIA BAIANA
DO TABULEIRO DE ACARAJÉ!
VENTO QUE ENTORNOU
A PALMA DE GUINÉ…

YÁ É QUITUTEIRA EM SÃO JOAQUIM DA FEIRA,
FAZ GANHO DO ATIÇO.
DO VENTO DO PELÔ À PRAÇA DA MATRIZ,
AAVORA DO FEITIÇO!
OFERENDA AO MEU SANTO,
SAMBA QUE DESATA O NÓ…
TIRA O FARDO DO QUEBRANTO
E DEMANDA NO EBÓ!
CARURU, SARAPATEL…
OMOLOCUM PRA TER O MEL!
AMALÁ AO JUSTICEIRO…
PRETO QUANDO ENFRENTA A DOR,
FERE O CORO DO TAMBOR,
PISA FORTE NO TERREIRO!

EXU OBÁ… LAROYÊ!
É A PONTE SEM QUIZILA
NA MANDINGA DO DENDÊ!

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